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fran























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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A semente e os 4 elementos




A semente desprende da arvore, como um filho desprende-se do ventre da mãe, soprada pelo AR repousa na TERRA como fossem os braços do pai, faz ali a sua morada, será aquecida pelo FOGO do sol servindo como alimento para seu crescimento, é regada pela ÁGUA da chuva como fosse o éter liquido da vida, retira-se de sua armadura germina e cria raízes fincando-as na terra úmida, elementos iniciais da vida formados pela TERRA E ÁGUA cria-se a partir dali um pequeno orvalho como se fosse o surgimento do Irmão Médium passando pelos 4 ELEMENTOS, ainda necessitando destes elementos elementares a sua formação; A vida dessa semente será difícil como tantas outras que encontramos pelos caminhos; Entre as dificuldades sofrerá a inveja de outras sementes; Sofrerá também as presas dos dentes dos insetos em sua carne como fossem estas os inimigos que encontrara; Sofrerá a falta da ÁGUA nos dias de muito calor, pois pequena não consegue extrair o necessário; Sofrera a falta das outras arvores, fazendo-lhe sombra, seria os seus amigos que estariam longe na horas difíceis; Perderá parte de seus membros pela serra do lenhador, como a incerteza de sua fé ou talvez fossem a morte dos seus parentes e amigos. Com tanto sofrimento e dificuldade seu tronco continuará em pé e ficará mais rígido permanecendo em exercícios constantes com o movimento de seus galhos soprados pelo AR; Alcançara o ápice acima de outras árvores, recebendo o elemento FOGO do sol em sua plenitude; Suas folhas rígidas acolheram o elemento ÁGUA, distribuindo em seu caule a forca para sobreviver; No elemento TERRA suas raízes fortes a agarraram trazendo seu néctar precioso como alimento; Terá propriedades ao qual comprará ajeitando-se entre as outras árvores; Alimentara os pássaros como se fossem seus subordinados e ajudantes na dispersão do pólen, são vidas levados pelos pássaros em suas asas e patas; Nunca perderá a sabedoria, pois deixará frutos em forma de sementes, para o futuro; Acolhera o homem cansado em sua humilde sombra aconselhando com gratidão e refrescando seu suor.Muitas vezes será o banquinho ou cadeira de consolo madeira retirada de parte de suas entranhas.O Médium será sempre como a árvore lembrando-se sempre que suas mãos devem sempre estar voltadas ao céu como os galhos da arvores, para pedirem e colherem as energias essenciais a vida.Lembre-se tudo começou com uma sementinha.

jovens , crianças ea mediunidade




O despertar da mediunidade, pode ocorrer em tenra idade, onde não é incomum a criança que seja feliz, e em família equilibrada, ter experiências visuais, ver amigos familiares espirituais, mesmo conversar com eles, ou ter lembranças vívidas da última encarnação, citando nomes, datas, até em outra língua que não a sua atual de origem.
Bem orientada, ela conseguirá lidar com isso,aos poucos percebendo que as outras crianças ao redor, não têm as mesmas interações, e a partir dos 7 anos geralmente isso se ameniza, podendo aflorar novamente na adolescência ou em qualquer momento da vida adulta.
Leia mais em Mais Informações

Outras crianças, porém, cuja mediunidade se manifesta cedo, podem estar em lares desequilibrados ou seus familiares pertencem a religiões radicais em relação a fenômenos espirituais, ou suas vivências podem não ser agradáveis, através de visões que causam medo,ou constantes adoecimentos.
Estas crianças, provavelmente não encontrarão amparo na medicina convencional, sentindo-se mais confortáveis com terapias complementares e vitalistas, como a Homeopatia, Acupuntura, Florais, Cromoterapia, Reiki e outras. Com certeza também serão muito aliviadas com passes, água fluidificada, e, além disso, seria conveniente acompanhá-las, se possível com a conjunta orientação dos pais quanto à necessidade de manter-se a firmeza e disciplina moral, para que a espiritualidade protetora possa atuar de forma mais abrangente.
Na verdade, todos deveriam ser orientados e cultivar uma vida espiritual, ter uma crença, uma compreensão além da matéria, pois facilitaria muito caso houvesse uma eclosão repentina da mediunidade. Muitos adolescentes passam por provações espirituais, como transtornos de humor, que se agravam com as oscilações hormonais, com picos descontrolados de alegria e tristeza, baixa auto-estima, orgulho, raiva, apatia, etc. Se as portas da sua mediunidade estão abertas, eles poderão ficar à mercê de entidades hipnotizadoras e vampirizadoras. Há poucos dias tivemos notícia em jornal, sobre Clínicas no Japão de recuperação de jovens viciados em Vídeo games. Os bons espíritos vêm informando que as colônias trevosas vem cada vez mais utilizando a inteligência como recurso para a produção de vídeo games cada vez mais violentos e deturpadores da verdade, das noções de Bem e Mal. Isto não é fanatismo, nem absolutamente se estende a todos os jogos, mas quem tem um jovem em casa, alucinado por dias diante de uma tela de computador, sem sair de casa, ver o sol, amigos, sem comer ou dormir direito, saberá do que estou me referindo.
Ações super-protetoras, até piedade e excesso de condescendência podem agravar o quadro, ao contrário de mais disciplina e bom senso.
Muitos jovens se perdem porque se tornam joguetes de verdadeiras gangues espirituais e ninguém percebe. Allan Kardec já avisava que somos muito mais influenciados pelo mundo espiritual do que possamos sequer imaginar.
Aqueles que tiveram uma formação moral e religiosa sólida estarão muito mais fortalecidos para compreender e combater em si estas tendências obsessivas, fruto por sua vez, de verdadeiras obsessões vindas de outros planos. E em outras ocasiões, os pais conseguem o discernimento para buscar ajuda espiritual, quando notarem que as atitudes do (a) filho (a) estão fugindo o controle.
Há também aqueles que conhecem sua mediunidade, estão conscientes dela e de quanto seria importante desenvolvê-la em prol da caridade ao próximo e resgate de suas próprias faltas passadas, mas, no entanto, porque não querem assumir compromissos, se acham jovens e com a vida pela frente, ou consideram-se já assoberbados pelo mundo material, alegam não ter condições ou tempo, para umas poucas horas semanais em um Centro Espírita , Terreiro de Umbanda, ou Igreja.
Podem sofrer muitos desacertos na vida e terminam em dizer que não são agraciados pela sorte. Sabemos que especialmente aqueles que têm de andar nas fileiras umbandistas, são dos mais solicitados e sofrem bastante quando decidem não seguir os chamados das Forças dos Orixás.
Mediunidade não é um castigo, nem faz ninguém especial ou diferenciado. Todos têm em menos ou maior grau, porém para alguns, seria conveniente desenvolvê-la na atual encarnação, para poder dar prosseguimento em sua caminhada, resgatar dívidas, corrigir erros e aperfeiçoar seu aprendizado, sua sensibilidade e seus sentimentos d’alma.
É preciso saber que mediunidade NÂO é espetáculo, não é show de manifestações, não é leitura de sorte, previsão de futuro, trabalhos encomendados, modificar o destino das pessoas, comandar o bem e o mal, ultrapassar o livre arbítrio de quem quer que seja.
A trajetória pessoal de um médium é constante e nunca termina. Sempre haverá necessidade de burilamento, de harmonia com os mentores e guias, muitas e muitas situações onde haverão testes, em muitos dos quais se fracassa e fica a lição dolorosa. Mas deve-se prosseguir sempre, com uma imperiosa necessidade de se despir do orgulho, egolatria, desejos.
Cada um aprende suas lições quanto a isso, chegando à conclusão que cada um tem o que precisa o que plantou e vibrou não necessariamente o que se deseja. Infelicidade e depressão hoje em dia é muito fruto disso. Excessiva oferta de coisas, sonhos e atitudes, os quais na sua maioria, não são atendidos, e logo já aparecem outros tantos. Se não estiver provido de Equilíbrio, Auto conhecimento e Objetivos é certo a instalação de depressões e outras prisões espirituais, que muitas vezes envolvem irmãos que certamente não querem que o Bem prevaleça.
Os médiuns que se deixam encantar por falsos espíritos elevados, vão vibrando cada vez mais baixo, acabando por afastar os espíritos de verdadeira Luz…
Não estamos fazendo apologia à fuga do jovem ao desenvolvimento da mediunidade. Pelo contrário, as palavras são fruto da necessidade de fazer um alerta, mostrando que tem de ser guerreiro, com coragem, desprendimento, sobretudo Fé e Compreensão que é o caminho da Caridade, da Paciência, do Estudo, do Burilamento e Conquista do Eu, que na verdade vai conduzir à verdadeira Felicidade e Bem Estar!
Quem já teve a experiência sabe que minutos de um verdadeiro contato com um espírito iluminado, bastam para manter acesa a Luz do Buscador sincero, e não depende da religião, embora estejamos falando quase o tempo todo de Umbanda, para estas experiências ocorrerão em qualquer crença, em qualquer lugar do Mundo.

falange dos caboclos na umbanda


CABOCLOS GUERREIROS
Os caboclos, são muito conhecidos na umbanda, pelos seus passes aliviadores e relaxantes, pela sua inteligência quanto a doenças, e por muitas outras coisas.Todo caboclo tem uma vibração originária de orixá masculino e toda cabocla tem uma vibração originária de Orixá feminino, mas como falange, eles(as) podem penetrar em todas as vibrações de Orixás e do Oriente.Para explicar melhor, citaremos o exemplo da Cabocla Jurema: toda cabocla Jurema tem vibração originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações como Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum; Jurema da Mata, na vibração de Oxoce, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã, penetrando em outras vibrações de Orixás.Segue-se a relação dos caboclos e caboclas mais conhecidos na Umbanda, com sua respectiva vibração originária.
Leia sobre os Orixás e seus Caboclos em Mais Informações

CABOCLOS DE OGUM
Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Caiçaras, Guaracy, Icaraí, Ipojucan, Itapoã, Jaguarê, Rompe Aço, Rompe Ferro, Rompe Mato, Rompe Nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tabajara, Tamoio, Tupuruplata, Ubirajara, etc.
CABOCLOS DE XANGÔ
Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Girassol, Goitacaz, Guará, Guaraná, Janguar, Juparã, Mirim, Sete Cachoeiras, Sete Caminhos, Sete Estrelas, Sete Luas, Sete Montanhas, Tupi, Treme Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, etc.
CABOCLOS DE OXOSSI
Arruda, Aimoré, Arapuí, Boiadeiro, Caboclo da Lua, Caçador, Flecheiro, Folha Verde, Guarani, Japiassú, Javarí, Paraguassu, Mata Virgem, Pena Azul, Pena Branca, Pena Verde, Pena Dourada, Rei da Mata, Rompe Folha, Sete Flechas, Serra Azul, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Ubá, Sete Encruzilhadas, Junco Verde, Tapuia, etc.
CABOCLOS DE OMULÚ
Arranca Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Giramundo, Yucatan, Jupurí, Uiratan, Alho d'Água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Caboclo Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Surí, Serra Verde, Serra Negra, Tira Teima, Folha Seca, Sete Águias, Tibiriçá, Viramundo, Ventania, etc.
CABOCLAS DE IANSÃ
Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira, etc.
CABOCLAS DE IEMANJÁ
Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente, etc.
CABOCLAS DE NANÃ
Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Luana, Muiraquitan, Sumarajé, Xista, Paraguassú, etc.
CABOCLAS DE OXUM
Iracema, Yara, Imaiá, Jaceguaia, Juruema, Juruena, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunuê, Mirini, etc.
A FALANGE DOS CABOCLOS DETALHADA
Habitat: matas e ambientes da vibração origináriaLibação: água de côco, mate, mel com água, caldo de cana, vinho tipo moscatelErvas: cipó cabeludo, cipó caboclo, eucalipto, guiné caboclo, guiné pipi, samambaiaFlores: girassol, flor de ipê, palmas de diversas cores, conforme a vibração origináriaEssências:Para os caboclos: eucalipto, girassol.Para as caboclas: eucalipto, pinho, tintura de toluFitas: verde, vermelha e brancaPedras: quartzo verdeMetal: da vibração origináriaDia da semana: Quinta-feira ou o dia da vibração origináriaDia da Lua: não tem dia específicoSaúde: não tem área de saúde específicaÍmãs para trabalho: de acordo com a orientação da entidadeObjetivo: vigor, pujança, energiaCozinha ritualística: milho e amendoim cozidos e passados no mel, servido com folhas pequenas de saião, que servem como "colher" e que também devem ser ingeridas

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O FUNERAL




O funeral é realizado pelo babalorixá e sofre alterações de acordo com a condição do morto, se é iniciado na umbanda ou não. Este ritual tem grande importância na umbanda, pois é a data em que se louva a força de Omulu que é o senhor da morte e das transições no universo.
Para a umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida, mas apenas o fim de um ciclo. Então nada se acaba com o fim da vida física, quando o corpo perece, mas sim é o início de outra etapa. Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual.
O funeral umbandista é dividido em duas partes, purificação do corpo e do espírito. A purificação do corpo é feita com incenso e água consagrada. As ervas queimadas na brasa propagam através do ar suas qualidades purificadoras e imantadoras do espírito. Com a água consagrada cria-se uma diluição de qualquer energia material ainda presente no corpo e no espírito do desencarnado.
No ritual do funeral se faz uma cruz com pemba consagrada, na garganta, peito, plexo, umbigo e costas das mãos e dos pés para desligar qualquer iniciação ou cruzamentos feitos na encarnação do espírito. Repete-se este mesmo ato com óleo de oliva consagrado e cruza-se também o ori (coroa) para que liberte do chakra coronário qualquer firmeza de forças, purificando o espírito e o livrando de qualquer chamamento por alguém que se acha superior, querendo prejudicar o desencarnado. Deve-se aspergir todo o corpo com essências e óleos aromáticos para criar uma aura positiva e perfumada em volta do espírito protegendo-o de qualquer entrechoque energético. Após isto o corpo será vestido e levado ao velório.
Após estes rituais será feita a apresentação do falecido por uma pessoa escolhida para ministrar palavras positivas sobre a vida do desencarnado. Será entoada uma música em louvor a Oxalá, um canto a Obaluayê e um canto ao Orixá regente do desencarnado. Após, se dará a despedida, pelos presentes, ao falecido e após o fechamento do caixão se fará o transporte ao cemitério onde o babalorixá assoprará uma fina camada de pó de pemba consagrada em cima do caixão para proteção etérica do desencarnado.
Após o túmulo ser fechado o babalorixá cercará o mesmo com pó de pemba criando um círculo protetor à sua volta e acenderá quatro velas brancas formando uma cruz, sendo uma na cabeça do túmulo, outra no pé, uma a esquerda, outra a direita.
Este ritual não deverá ser cercado de tristeza, mas sim de alegria, pois o desencarnado está retornando para o plano eterno e poderá retomar seu caminho para a evolução.

O CASAMENTO




A doutrina dos espíritos nos ensina que, acima de tudo, em qualquer tipo de relação entre duas pessoas, deve haver sempre muito amor e respeito. O casamento, a união de duas pessoas de sexo diferentes, que se sentem atraídas espiritualmente, é de extrema importância para que as mesmas possam se auxiliar em seus processos evolutivos, dando também total apoio aos frutos dessa união: os filhos que porventura virão.
O casamento na umbanda é reconhecido pelo governo federal tendo legitimação religiosa e/ou civil, sendo lavrada uma certidão, mas seu verdadeiro sentido é a fusão de duas almas, é deixar de ser parte para tornar-se todo em uma verdadeira aliança que motiva duas pessoas a unirem suas vidas numa existência comum de amor. É um ritual belo, onde o sacerdote ou a entidade responsável dá as bênçãos divinas para a união do casal, lembrando-lhes os valores e o significado dessa união. A umbanda prega a monogamia, a fidelidade, o respeito mútuo e o amor a Deus.
Normalmente os casamentos se realizam nos templos umbandistas e quem preside a cerimônia é o guia ou entidade chefe do terreiro. Os noivos, assim como todos os médiuns, estarão vestidos de branco. Os noivos entrarão juntos, lado a lado, e por todo o caminho o casal receberá pétalas de flores, cravo e canela em pó, por onde passarem. A entidade celebrará a união abençoando as alianças e fazendo uma preleção sobre a união do casal. Eles serão abençoados e ao som dos atabaques e dos pontos cantados, serão cumprimentados. A seguir será oferecida uma festa o que é comum a todos os casamentos sejam eles celebrados na umbanda ou em qualquer outra religião.
O casamento pode ser acidental, provacional, sacrificial, afins e transcendentes. No acidental se dá o encontro de almas inferiorizadas pela atração momentânea (paixão) e neste caso funciona apenas o livre arbítrio. No provacional se dá o encontro de almas para os reajustes necessários à evolução de ambos. No sacrificial se dá o encontro de uma alma iluminada com uma alma inferiorizada e o objetivo é redimir e ajudar o espírito que se encontra em posição inferior. Nos casamentos afins se dá o reencontro de corações amigos para a consolidação de afetos, de almas esclarecidas que muito se amam. Nos transcendentes se dá a união de almas engrandecidas no bem que se buscam para realizações imortais.
Acima de qualquer visão materialista o casamento é geralmente um compromisso assumido antes da reencarnação que tanto pode ser sob a orientação de espíritos superiores como uma resolução tomada livremente de acordo com a intimidade espiritual das almas que irão reencarnar.
Falando do casamento temos que obrigatoriamente falar do divórcio. De acordo com a doutrina espírita o divórcio não significa necessariamente um retrocesso no progresso que o casamento nos traz. O casamento é uma escolha que fazemos para firmar uma parceria de vida e nem sempre a nossa escolha é correta e nem sempre acertamos na primeira vez. Uma união forçada pode gerar conflitos que acabarão afetando os filhos e acabará criando quadros de enfermidade energética. Antes de reencarnar há um prévio planejamento de nossa jornada terrena, mas isto não significa que estaremos presos a isto ou à obrigatoriedade de termos filhos.
O mais importante para um casal que está iniciando um relacionamento é entender que o casamento é um processo em constante andamento. Dentro dele podemos aprender a superar as dificuldades em busca da felicidade. Mesmo quando duas pessoas se separam, uma série de vínculos continua existindo entre elas, pois houve responsabilidades assumidas em nome de duas almas que se uniram para uma jornada de troca afetiva.

O BATIZADO OU BATISMO




O batismo é o primeiro e mais importante dos sacramentos, pois é a porta de entrada para o recebimento das bênçãos Divinas e dos demais sacramentos.
De acordo com o dicionário Aurélio o termo batismo vem do grego “baptismós”, que significa “mergulhar” e em latim é baptismu. É um rito de passagem presente em vários grupos religiosos, feito normalmente com água através da imersão do iniciado (nas igrejas evangélicas e protestantes) ou da efusão ou aspersão (na igreja católica), quando a água é jogada sobre a cabeça da pessoa. A origem deste sacramento é tão antiga quanto a humanidade e todos conhecemos a passagem do batismo (por imersão) de Jesus por João Batista.
Como em tantas outras religiões também a umbanda possui este ritual. Sendo uma religião cristã realiza o batismo como forma de proteger seus filhos contra o mal e a negatividade e na criança reveste o espírito e o mental da mesma com uma aura protetora semelhante à proteção divina que o espírito recebe ao reencarnar. Este ritual pode usar a forma de aspersão, quando é realizado no terreiro ou a imersão, quando feito na cachoeira, lugar de maior vibração de Oxum, mãe e protetora de todos os filhos de umbanda e senhora das águas doces. Em alguns terreiros o batismo pode também ocorrer na praia, sendo então os filhos consagrados a Yemanjá.
No batismo de médiuns, são indicados, pelo filho neófito, padrinhos que tanto podem ser guias ou Orixás, que assumem o amparo divino do afilhado juntamente com o Orixá de frente e o Orixá juntó, que são representados por seus médiuns na hora da consagração, como também podem ser outros irmãos que deverão assumir a responsabilidade de orientadores do afilhado na umbanda, juntamente com o sacerdote, como se fossem seus segundos pais.
Seu ritual envolve além da água, ervas, pemba e velas. A água usada é normalmente de cachoeira e tem o simbolismo da limpeza, da purificação, sendo jogada ou aspergida na cabeça do batizando, na altura do chakra coronário para que seja ativada sua ligação com as forças de Oxalá. No batismo de crianças a vela batismal deverá sempre ser levada e guardada pela mãe, pois é o símbolo da Luz Divina e deverá ser acesa sempre que necessário, posta sobre a cabeça da criança e de preferência às suas costas. O campo imantador da própria criança começará a se abrir e a criar a proteção e a limpeza necessárias. Como em todos os rituais de umbanda, a cerimônia é permeada por pontos de louvação específicos. No mais, cada chefe de terreiro dará suas instruções para o ritual, pois que este depende ainda da linha e da falange que comanda a casa umbandista e sua forma de trabalho.
A pemba representa Oxalá, sincretizado por nós como Jesus Cristo e com ela seremos cruzados confirmando com este sinal cristão a acolhida deste filho à família umbandista. O incenso representa a energia de proteção e irradiação de Iansâ; o fogo representa Xangô, senhor da justiça, e ainda a luz interior de cada um; o sal representa a proteção de Ogum, a preservação da vida; o dendê representa Oxossi, cuja unção significa as bênçãos do Pai sobre seus filhos; as ervas representam tudo dentro dos trabalhos de umbanda; nada se faz sem ervas que representam a natureza e onde se manifesta toda a energia do ritual que se está realizando; as pétalas de rosa branca representam também Oxum, que lhes dá a benção e seu abraço e carinho por todos nós. Finalmente Obaluayê virá doutrinar esse filho no caminho do bem e da responsabilidade, com sua bondade e carinho dos velhos espíritos.

O ANJO DA GUARDA NA VISÃO UMBANDISTA




Anjos da Guarda (do latim ângelus e do grego ággelos) são os anjos que segundo as crenças cristãs, Deus envia no nosso nascimento para nos proteger durante toda a nossa vida. Independente da religião e mesmo se a pessoa não tem religião definida ou é ateu, mesmo assim, terá a proteção do seu Anjo da Guarda.
Na iconografia comum, que é a arte de representar imagens, os anjos geralmente têm asas de pássaros e uma auréola. São donos de uma beleza delicada e de um forte brilho, e por vezes são representados como criança por terem inocência e virtude.
Eles estão presentes desde remotas eras, nos longínquos registros da história da humanidade. Têm nomes e caracteres diferentes, conforme a cultura e religião. Mas a existência deles é reafirmada pelas grandes tradições que, por trás de camadas de simbolismos, noticiam seus feitos heróicos. Os muçulmanos, zoroastrianos, espíritas, hindus e budistas, todos aceitam como fato sua existência.
Na tradição hebraica, de onde nasceu a Bíblia existem muitas alusões a seres celestiais identificados como anjos e que ocasionalmente aparecem aos seres humanos trazendo ordens divinas. São citados em vários textos místicos judeus especialmente nos ligados à tradição Merkabah.
Na Bíblia Sagrada, os anjos são chamados de “mensageiros de Deus”, “mensageiros do Senhor”, “filhos de Deus” e “Santos” e participam ativamente dos desígnios de Deus, desde a criação até o apocalipse. Estão na anunciação da vinda do Cristo. Participaram a Maria a sublime missão materna de conceber o Salvador e por ocasião do desencarne de Jesus, proclamaram a Madalena a Sua ressurreição. Feitos de luz e fogo, sua aparição é imediatamente reconhecida como de origem divina.
No budismo e no hinduísmo são chamados de “devas” e seu nome deriva da raiz sânscrita “div”, que significa “brilhar”, então temos que o seu nome significa “seres brilhantes” ou “autoluminosos”.
No islamismo os anjos são divididos em dois partidos principais: os bons, fiéis a Deus e os maus cujo chefe é Iblis ou Ash-Shaytan, privados da graça divina por terem se recusado a prestar homenagens a Adão.
Segundo a visão espírita, os chamados “anjos da guarda” pelo catolicismo, correspondem aos espíritos guias que cada um de nós possui e que nos protegem e acompanham a cada dia. São espíritos elevados que nascem com a missão de nos proteger e orientar durante nossa vida. Têm a missão de nos amparar na etapa encarnatória e geralmente para isto são designados espíritos afins e simpáticos para estabelecerem tal relação. São comumente chamados de “protetor espiritual” ou de “mentor espiritual”. Seriam também aqueles que trazem mensagens do mundo espiritual e por isto são chamados de anjos, palavra que significa “mensageiros”, os quais aparecem inúmeras vezes nos textos sagrados de religiões judaico-cristãs.
Ainda sobre a visão espírita os anjos seriam espíritos desencarnados e que se comunicam com os encarnados e que já alcançaram a perfeição passível de ser alcançada pelas criaturas.
Cada pessoa tem seu Anjo da Guarda pessoal. Quando ela nasce, este espírito bom se encarrega de protegê-la. A missão do Anjo Guardião é voluntária, porque ele a aceita de bom grado. Esta alma elevada acompanha o homem durante sua existência corpórea e, muitas, vezes, até depois da morte.
Se a pessoa é umbandista, sentirá que é velada por um pai velho, caboclo ou criança. Se ela é evangélica, acredita na proteção do Mestre Jesus. No catolicismo também as pessoas acreditam na existência dos anjos e se sentirão protegidos por um santo de sua fé.
Na umbanda, eles estão presentes nos terreiros, nas horas dos trabalhos, onde espíritos sem luz, perturbados e confusos podem vir contra nós. Os Orixás e guias nos protegem, mas a presença do Anjo da Guarda antes e depois da incorporação é muito importante.
Para os médiuns os Anjos da Guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás ou entidade presente. Quando o médium vai incorporar, para que a entidade se aproxime, o Anjo da Guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação e durante a incorporação permanece ao lado do médium até o processo de desincorporação quando o Anjo da Guarda se aproxima para manter o equilíbrio do médium.
Algumas tradições astrológicas atribuem nomes para anjos, embaixadores dos planetas na Terra, responsáveis pela influencia desses planetas na vida do homem . São eles:
Miguel: é o reitor do Sol
Gabriel: é o reitor da Lua
Rafael: é o reitor de Mercúrio
Uriel/Anael: é o reitor de Vênus
Camael/Samuel: é o reitor de Marte
Zacariel/Sadkiel: é o reitor de Júpiter
Orifiel/Cassiel: é o reitor de Saturno
Os anjos reitores de Urano, Netuno e de planetas-anões como Plutão e Éris geralmente não são mencionados por não serem planetas conhecidos desde a antiguidade.
A celebração dedicada aos Anjos da Guarda surgiu na Espanha, no século V e espalhou-se por toda a Europa. A data fixada foi 29 de setembro, juntamente com a festa do Arcanjo Miguel. Em 1670, o papa Clemente X dedicou o dia 2 de outubro à festa do Anjo da Guarda particular de cada pessoa.
Na Inglaterra desde o ano 800 acontecia uma festa dedicada aos Anjos da Guarda, que se estendeu de maneira universal, e a partir do ano 1111 surgiu esta oração:
Angele Dei, (Santo anjo do Senhor)
qui custos es mei, (meu zeloso guardador)
me, tibi commissum pietate superna, (já que a ti, me confiou a piedade divina)
illumina, custodi, ( me ilumina e guarda)
rege et guberna. (rege e governa)
Amen (Amém)
A prece é o telefone de contato com o mundo angelical. Nas horas difíceis, nos momentos de decisão, podemos sempre contar com a inspiração do nosso Anjo da Guarda. O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós: aquela voz na cabeça que diz não faça isso, não vá por esse caminho, etc.
Deus concedeu a cada pessoa um Anjo da Guarda, mas nem todas aprenderam que só pode ser ajudado quem assim permite. Ajuda-te e o céu te ajudará, ensinou o Mestre.