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fran























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terça-feira, 27 de abril de 2010

O que é ser Umbandista?



É não ter vergonha de dizer: "Eu sou Umbandista".
É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.
É se dar, acima de tudo a um trabalho espiritual.
É saber que um terreiro, um centro, uma casa de Umbanda é um local espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo, mas todos os terreiros, centros e casas de Umbanda, representam a Religião de Umbanda.
É saber respeitar para ser respeitado, é saber amar para ser amado, é saber ouvir para ser escutado, é saber dar um pouco de si para receber o muito que oxalá tem pra te dar
É saber que a Umbanda não faz milagres, quem os faz é oxala e quem os recebe os mereceu.
É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação, mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.
É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.
É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.
É saber que nem sempre estamos preparados ... que são necessários sacrifícios, tempo e dedicação para o sacerdócio.
É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.
É, mesmo sem fumar e beber, dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo, confiando que me deixem sempre bem após as sessões.
É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia-a-dia, numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.
É sofrer por não negar o que sou Umbandista), e ser o que sou com dignidade, com amor e dedicação.
É ser chamado de atrasado, de sujo, de ignorante, conservador, alienígina, louco ... e, ainda assim, amar minha religião e defendê-la com todo carinho e amor que ela merece.
É ser ofendido física, espiritual e moralmente, mas, mesmo assim, continuar amando minha Umbanda.
É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos Encostos, e, mesmo assim, levantar a cabeça, sorrir e seguir em frente com dignidade.
É ser Umbandista e pedindo sempre a Zamby para que eu nunca esteja Umbandista.
É acreditar, mesmo nos piores momentos, com a pior das doenças, estando um caco espiritual e material, que os Orixás e os guias, mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado, momento a momento nos dando força e coragem; ser Umbandista é, acima de tudo, acreditar nos Orixás e nos guias, pois eles representam a essência e a pureza de Deus.
É dizer sim, onde os outros dizem não!
É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.
É vestir o branco sem vaidade.
É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou, e não ter orgulho.
É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade, onde muitos possam ver ostentação.
É chorar, sorrir, andar, respirar e viver dentro de uma religião sem querer nada em troca.
É ter vergonha de pedir aos Orixás por você, mas não ter vergonha de pedir pelos outros.
É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata, nem ter vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.
É estar sempre pronto para servir a espiritualidade, seja no terreiro, seja numa encruza, seja na calunga, seja no cemitério, seja na macaia, seja nos caminhos ... seja em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.
É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa, mas também sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os outros.
É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras, sentindo seu corpo moído e ao mesmo tempo sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia de trabalho.
É sentir a força do zoar dos atabaques, sua vibração, sua importância, sua ação, sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.
É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.
É ver um consulente entrar no terreiro chorando e vê-lo mais tarde sair do terreiro sorrindo.
É ter esperança que um dia, nós Umbandistas, acharemos a receita do respeito mútuo.
É ser Umbandista mesmo que outros digam que o que você faz, sua prática, sua fé, sua doutrina, seu acreditar, sua dedicação, seu suor, suas lágrimas e sacrifício, não sejam Umbanda.

É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade: vaidade de não ter vaidade.
É saber o que significa a Umbanda não para você, mas para todos.
É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as palavras: falar e fazer, pensar e ser, ser e nunca estar...
É saber que a Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social, não vê poder econômico, não vê credo. Só vê ajuda, caridade, luta, justiça, cura, lágrimas, aflição, alívio, raiva, amor, mau e bom, mal e bem ... os problemas, as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a procura.
É saber que a Umbanda é livre; não tem dono, não tem Papa, mas está aí para ajudar e servir a todos que a procuram.
É saber que você não escolheu a Umbanda, mas que a Umbanda escolheu você.
É amar com todas as forças essa Religião maravilhosa chamada Umbanda.
O MÉDIUM
O médium é o Office boy da espiritualidade e existem muitos.

Uns trabalham nas empresas de luz e trazem as respectivas mensagens, outras trabalham nas empresas da escuridão e também respectivamente as trazem travestidos de líderes espirituais com objetivos materiais negros.

O médium consciente sabe que é médium, é mais lúcido, reconhece e admite a presença dos amigos espirituais e se assume médium mesmo perante a crítica dos fundamentalistas "espumantes" que são capazes de morder a própria língua para ofender e perpetrar àqueles que não comungam com as suas idéias estreitas.

O médium é a última milha do telefone sem fio interdimensional. O que antes fez como brincadeira de criança hoje faz como responsabilidade de adulto.

O médium não é evoluído e nem melhor, aliás muito pelo contrário, a mediunidade na maioria das vezes é apenas oportunidade kármica (dharma) de resgatar os erros do passado que pode se manifestar como fardo, como bênção ou como ambos dependendo da situação e "n" variáveis conscienciais intervenientes.

Cada médium tem um trabalho, uma tarefa ou obrigação consciencial que lhe foi gentilmente cedido pelo Alto face a seu arrependimento e vontade de mudar, mas muitos "perecem" no meio do caminho e se atolam na repetição de erros do passado. Outros tantos se estagnam e efetuam pequena fração de suas tarefas que antes tanto se entusiasmaram por fazer acreditando que seria fácil.

A mediunidade não é brincadeira, é tarefa séria e de alta responsabilidade que independe de hora, idade, local, doutrina, religião, intelectualidade ou situação financeira.

Cada médium programou para si adstrito a orientação de seus mentores e que seria melhor para si dentro do contexto evolutivo.

Mediunidade não é tarefa para os fracos e covardes, mas para os abnegados e persistentes. O Alto necessita de cada alma que se dispõe a retornar ao bem e a assumir sua tarefa de minipeça cósmica consciente frente ao Universo regido pelas leis de Deus.

A mediunidade é uma associação de vontade mais talento mais oportunidade mais responsabilidade mais renúncia a fim de ajudar a muitos outros para no fim estar ajudando mais a si próprio.

O médium vaidoso só o é porque não é lúcido e não se lembra, ou melhor, não deseja se lembrar dos erros do passado e hoje custa a admitir que sua mediunidade-trabalho-tarefa-obrigação foi implorada por ele ao Alto no período intermissivo.

Ser médium não é bonito e nem vantagem, mas é obrigação por opção voluntária endossada pelo Alto ao fim de autoburilar a conduta íntima, quitar karma no atacado, superar um novo degrau nesta íngrime escalada evolutiva da vida.

Deus não joga dados e a vida não é brincadeira, muito menos o trabalho e a mediunidade. O amor é um direito de todas as criaturas e nos parece que não temos outra opção senão ter coragem de enfrentá-lo.

Dá trabalho? Sim!

Mas ser feliz é um trabalho que compensa.

Não existe fuga para você, tu sejas médium ou não.

O médium pulou de pára-quedas no meio guerra, admitiu a auto-luta em princípio a pôs a cara a tapa na reencarnação a que se propôs e no meio do caminho não há como desistir. É como uma represa que ruiu, nada segura a força da água e nada segura o fluxo de energias conscienciais na vida dos seres.

Aos médiuns nós sugerimos, abandonem as brincadeiras irresponsáveis e assumam seus serviços, nós precisamos de vocês. Percam a vergonha de assumir sua mediunidade tanto na frente dos ignorantes tridimensionais, como aos invejosos espiritualistas ou aos parapsiquistas multidimensionais e confiem em si.

Auto-estima para o médium é fundamental, mas sem vaidade. Não respondam as críticas maldosas, elas merecem ser desprezadas, a melhor resposta é o resultado de seu trabalho que só irá obter trabalhando.

Mãos a obra, a espiritualidade não dorme!
INTUIÇÃO
Irmão Josué
Como um raio de sol que atravessa uma densa nuvem, assim é a intuição.
Quando encarnados, presos dentro da densidade da matéria, nós, espíritos, estamos sempre recebendo intuições tanto para o bem, como para o mal. Cabe ao nosso discernimento, à nossa índole, realizar a escolha daquilo que iremos escutar.
Todos os "conselhos", bons e maus, dados através do canal da intuição, conseguem ultrapassar as barreiras existentes em volta de cada ser encarnado. Só que os maus conselhos, como possuem uma vibração mais densa, mais pesada, geralmente chegam primeiro. E é sobre esses maus conselhos que queremos alertá-los.
Tomem muito cuidado com a sintonia em que vibram. Quanto mais grosseira ela for, atrairá uma espécie mais rude de espíritos.
Procurem afinizar-se com uma melodia bem suave, bem calma, bem tranqüila. Vibrem de maneira que suas energias soem como uma orquestra afinada, dulcíssima, numa perfeita sinfonia. Harmonizem-se com a natureza, com os bons espíritos, com Deus.
Permitam que seus corações estejam constantemente emitindo alegria, amor, paz, num ritmar bem compassado.
Busquem sintonizar-se com as energias salutares que transcendem o cosmos e, com certeza, encontrarão a paz de espírito que tanto buscam.
Que muita luz envolva e ilumine o caminho de todos vocês.


Fundamentos das 7 linhas de umbanda








Orixas Naturais E Seu Par CosmicoSegundo nosso Irmão Rubens Sarraceni Está é a Ordem.
Fé: Oxalá e Oya.
Amor: Oxum e Oxumaré.
Conhecimento: Oxóssi e Obá.
Justiça: Xangô e Eugunitá.
Lei: Ogum e Iansã.
Evolução: Obaluayê e Nanã Buroquê.
Geração: Yemanjá e Omulu.
Fundamentos A Umbanda se fundamenta nos seguintes conceitos: -A caridade é a base da umbanda, e ela pode se dar tanto por meio de auxílio espiritual com as consultas tanto como caridade que todos conhecemos.-Aceleração da evolução do ser através de ensinamentos assistemáticos e posteriormente sistemáticos.-Auxílio religioso e magístico.-Culto aos Sagrados Orixás.-Integração do ser às hierarquias divinas.-Esgotamento e aceleração cármica do ser.
NÃO DIREI MAIS !
Não direi mais "não posso",pois Ogum me trará a persistência, determinação e tenacidade para conseguir.
Não direi mais "não tenho",pois Oxossi me dará a energia vital para trabalhar e obter.
Não direi mais "não tenho fé",porque Omulu me ensinará a compreender e aceitar meu karma.
Não direi mais "sou fraco",porque Oxum me trará equilíbrio emocional,Iemanjá a auto-estima e Iansã clareza de raciocínio para que eu entenda as minhas limitações.
Não direi mais "não sei",pois Xangô me trará o conhecimento, para que eu o use com discernimento e justiça.
Não direi mais "estou derrotado",porque aprendi com cada entidade da Umbanda que nada supera a força de sermos filhos de Deus.
Não direi mais "estou perdido",pois encontrei a Umbanda, que com a luz do amor e da caridade, iluminou minha alma e me deu um caminho.
DIAS DOS ORIXÁS:
SEGUNDA – FEIRA * Exu, Pomba Gira, Obaluaie, Omulu, Pretos Velhos (Iorumá) e almas aflitas
TERÇA – FEIRA * Ogum, Boiadeiros e Baianos
QUARTA – FEIRA * Xangô e Iansâ
QUINTA – FEIRA * Oxossi, Caboclos e Caboclas
SEXTA – FEIRA * Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente liderada por São João Batista
SÁBADO * Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros
DOMINGO * Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas
DESENVOLVENDO A CLARIVIDÊNCIA

Possuir a faculdade da visão espiritual é desejo de muitos e, sob certas condições, ela pode ser desenvolvida. Nessa matéria, que termina com instruções de Anfaten, de Andrômeda, você conhecerá todas as implicações do assunto

A clarividência é a capacidade de ver com clareza. É a visão da própria alma, que percebe a realidade num nível mais amplo e elevado. Seu surgimento é consequência natural do desenvolvimento espiritual humano na medida em que a pessoa devota-se ao crescimento interior e aproxima-se de estados de consciência sutis.

Há uma grande diferença entre clarividência e vidência. O vidente capta lampejos e impressões do que se passa no plano astral, sejam fatos que estão acontecendo nesse plano, formas-pensamentos de outros seres, projeções criadas pelas forças negativas para atrapalhá-lo em seu desenvolvimento espiritual ou, muitas vezes, os próprios desejos na forma de alegorias, às vezes, de difícil compreensão para ele mesmo. A vidência é muito sujeita a distorções. É um sentido extra físico que não conduz, necessariamente, a uma compreensão elevada da realidade.

Muitas vezes, a pessoa que tem o dom vidência não o percebe por um longo tempo e normalmente o tem desde pequena. Isso faz com que ela acredite que a visão astral corresponde à realidade. Por tê-la como algo natural, ela não se esforça para melhorar seu desempenho ou compreender como a vidência se processa para melhor interpretá-la. Somente o trabalho interior e o desenvolvimento espiritual podem conduzir à percepção da realidade.

Abertura da visão astral - Descrevemos um exercício que poderá auxiliá-lo no desenvolvimento de habilidades que propiciem a abertura da visão astral - a qual pode ser direcionada, posteriormente, para a clarividência.

Escolha um local e horário (de preferência, à noite) em que possa ficar sozinho e não ser perturbado. Durante 15 minutos, você vai olhar para a sua imagem refletida no espelho. Ele não precisa ser muito grande - apenas o suficiente para refletir o rosto - e estar a 70 ou 80 cm. de distância de você. Cuide para que o rosto seja completamente iluminado, sem a presença de sombras. Se você usa óculos, não é preciso tirá-los.

Relaxe o máximo possível e inicie o exercício apelando ao seu Eu Superior algo como "despojo-me do meu ego e entrego-me à Sua sabedoria para que conduza todas as minhas ações e a minha vidência". Repita o apelo mentalmente no mínimo sete vezes para obter o efeito do despertamento da sua visão. Concentre toda sua atenção na imagem refletida no espelho, como se quisesse penetrá-la. Sua concentração deve ser tão intensa que você não possa evitar de murmurar "minha alma, quero vê-la".

Sua introdução no mundo astral por meio da vidência pode surgir de diversas formas: tornar-se intermitentemente consciente das cores brilhantes da aura humana; ver rostos, paisagens ou nuvens coloridas diante dos olhos, no escuro, antes de dormir ou em estados expandidos de consciência; sentir uma presença invisível ao seu lado; ver ou ouvir coisas para as quais os outros são cegos e surdos; ter recordações cada vez mais nítidas das experiências vividas em outros planos durante o sono.

Quando uma pessoa está começando a sensibilizar-se para a vidência astral, poderá ocasionalmente ter sensações de medo. Isso advém da hostilidade de forças vibracionais que agem no astral e, em parte, dos muitos elementais artificiais (formas-pensamento negativas) nutridos pela mente humana. Por isso, ela deve sempre solicitar a ajuda de seu Mentor ou Guia Espiritual, quando empreender uma atividade de vidência.

Preparando a clarividência- É necessário ter prática para liberar-se da distorção produzida por seus próprios pontos de vista, de forma a poder observar claramente os episódios etéricos. Mesmo aqueles que vêem nitidamente no astral, ficam às vezes confusos e estonteados para compreender ou recordar as visões e poucos conseguem traduzir suas lembranças para a linguagem do plano físico.

Portanto, o melhor é trabalhar para expandir sua capacidade perceptiva de forma espiritualmente elevada, procurando movimentar as energias de seus chacras frontal e laríngeo até o cardíaco para obter a qualidade da clarividência.

Um método seguro para desenvolver a clarividência é a meditação. Por meio dela, pode-se adquirir extrema sensitividade, equilíbrio, sanidade e saúde. A prática de determinados tipos de meditação constrói níveis superiores de matéria nos corpos sutis.

Para obter êxito na meditação é fundamental a correta colocação dos olhos, que devem ficar voltados para dentro (como nas pessoas vesgas) e para cima. Nessa situação, estamos focalizando um espaço interior da aura, localizado à frente da testa, chamado de papila ou ponto cego. Trata-se de região não em que não há células sensíveis à luz, apenas terminais nervosos. Quando os olhos são virados para dentro e para cima, as papilas emitem suas energias diretamente através do Chacra Frontal, um exercício muito profundo para agilizar a visão etérica.

Para manter os olhos nessa posição é preciso exercitar os músculos que o movimentam. Durante uma semana, duas vezes por dia, gire os olhos 10 vezes em sentido horário e 10 em sentido anti-horário; em seguida, fixe-os por alguns instantes nos extremos das órbitas (cima, baixo e lados).

Preparo espiritual - Como frisamos anteriormente, a captação da realidade sutil sem o devido desenvolvimento espiritual traz uma série de mal-entendidos. Para torna-se um bom clarividente, é preciso fazer ainda mais do que os exercícios que nós descrevemos. Rudolf Steiner, na obra O Conhecimento dos Mundos Superiores, fala das qualidades que o homem terá de adquirir a fim de ascender ao conhecimento superior: discernimento entre realidade e aparência, verdade e mera opinião; correta avaliação do verdadeiro em relação à aparência; controle dos pensamentos e das ações, perseverança, tolerância, fé e equilíbrio; e amor à liberdade interior.

Nessa prática, o desenvolvimento espiritual caminhará de maneira que a clarividência se mostre limpa, objetiva e sem as distorções provenientes de nosso interior ainda desalinhado.

Perguntamos a Anfaten, nosso mentor de Andrômeda, como ele vê a questão da visão espiritual e como ela pode ser desenvolvida.

Vialuz - É correto comparar a sensibilidade instintiva dos animais com o sentido humano da vidência ou percepção da realidade no plano astral?

Anfaten: Os animais possuem, em graduações diversas, a percepção muito aguçada a níveis não físicos, porém isso se realiza somente no campo da percepção. Possuem, dependendo da espécie, capacidades auditivas e visuais tanto quanto olfativas muito aguçadas, portanto percebem a aproximação de seres da quarta dimensão, mas a níveis bastante inferiores que os dos humanos pois funcionam os seus sentidos em patamares somente vibracionais. Os animais percebem algo de anormal no campo sensório, mas não possuem nenhum sentido de visão propriamente dita suprafísica, ou seja, além da visão física.

A visão extra-física humana se processa em todo o campo astral tomado pelo corpo espiritual. É como se todo o corpo espiritual se transformasse em um grande olho acima, embaixo, na frente, nas costas, dos lados, como se fosse uma grande câmera móvel de 360 graus. A visão é total da área ocupada pelo espirito. Na audição, o processo é semelhante, como um grande ouvido voltado para todas as direções. Quanto ao campo mental, é um pouco mais delicado, pois depende diretamente do nível evolucional daquele ser. As capacidades suprafísicas no mundo sutil estão sempre ligadas a condições evolutivas daquele espírito em especial. Por isso, o campo da visão astral está ligado diretamente ao espírito. Dessa forma, os animais ficam na percepção vibratória e não espiritual.

A vidência é um assunto muito complicado e bastante profundo, pois está ligada diretamente à capacidade evolutiva de cada ser, isto em termos da visão espiritual volitiva, isto é, que depende da vontade da própria pessoa. Não falamos de vidência como pequenos flashes, tratamos aqui do domínio completo da visão no mundo sutil.

Vialuz - A manifestação dessa faculdade está associada à condição encarnatória dos seres?

Anfaten - Todos os seres do planeta Terra trouxeram em seu bojo a possibilidade da vidência astral, porque, em primeiro lugar, foram formados no campo espiritual e, posteriormente, na matéria. Como a vidência está situada no espírito e não no físico, todos possuem essa capacidade primordial básica, porém o caminho escolhido por cada ser humano depende da própria vontade e de seu livre-arbítrio.

Desce o espírito, adensando-se na matéria, através dos mundos mais densos: minerais, vegetais e animais. A partir do momento em que a essência espiritual se individualiza, surge o livre-arbítrio. Então, a escolha de um caminho evolutivo mais rápido e mais claro proporciona uma colaboração mais presente da parte espiritual do ser. Alguns escolhem os campos mais baixos da matéria densa e, trazendo com isso grandes perturbações em sua área emocional, distanciam-se de sua contraparte espiritual. Por isso, perdem o melhor: permanece escondida a sua capacidade de vidência astral.

Para determinados seres, no entanto, como programação evolutiva, como ajuda, permite o plano espiritual que venham com parte da vidência astral desvelada. Para esses, o sentido de ver no mundo suprafísico é uma chamada ao mundo espiritual, para que se lembrem que são muito mais do que a matéria física.

Vialuz - Como vê as diferenças entre clarividência e visão astral?

Anfaten - Uma é complementar à outra. A vidência é como acender e apagar a luz de uma sala. A visão é rápida e também pode ser de formas-pensamentos. Como acende e apaga a luz do mundo espiritual muito rapidamente, não tem tempo de perceber o que é a realidade do mundo sutil ou o que é uma captação de pensamentos dos diversos seres. A clarividência, no entanto, é o sentido da vidência muito ampliado. É acender a luz e contemplar todos os detalhes da sala, os móveis, a janela, a disposição das portas, o chão, as paredes, o teto e também as pessoas que estão na sala. Como no mundo sutil, em suas diversas dimensões, não existe o tempo-espaço como vocês o entendem,e o clarividente pode perceber o passado, o presente e o futuro, tudo junto.

O processo de vidência e clarividência é similar. A vidência é muito rápida e, na maioria das vezes, não depende da vontade da pessoa. Na clarividência, porém, o sentido de ver é muito mais amplo, muito mais longo e está bastante ligado com a vontade do ser. A clarividência também é acompanhada de uma ampliação dos sentidos auditivos e mentais. Há uma melhor coordenação dos sentidos da visão, da audição e da mentalização. Já na vidência, a ampliação da capacidade desses sentidos é quase inexistente.

Vialuz - Poderia nos indicar exercícis para a desenvolver a vidência e a clarividência?

Anfaten - Você terá dois estágios: o primeiro da vidência e depois o da clarividência. Raros são os seres que já passam direto para a clarividência, é como se ela precisasse ser aprendida. Vamos iniciar pela vidência. Os exercícios de relaxamento e meditação irão ajudar bastante para a tranqüilidade e harmonia interiores exigidas para essa capacidade sensitiva.

Coloque-se em estado de relaxamento e escolha uma cena sobre a qual trabalhar: pode ser um trecho da sala onde se encontra, uma foto, um desenho ou o que desejar, inclusive um objeto. Então, relaxe e ponha-se em harmonia com o seu interior. Em seguida abra lentamente os olhos, contemple a cena por um ou dois segundos, feche os olhos e remonte mentalmente tudo o que viu, com a maior riqueza de detalhes possível. Em seguida, abra os olhos e compare os resultados.Vai perceber que, no início, esqueceu ou não notou uma série de pormenores. Conforme evolui nos exercícios, você vai, a cada dia, percebendo mais e mais detalhes. Lembro que deve usar sempre imagens ou objetos diversos, porque estará treinando a sua capacidade mental ao perceber cenas ou flashes do astral.

Agora, a clarividência. Para esse treinamento, deve já estar o ser com a vidência aflorada, pois começará a trabalhar com os quadros recebidos do astral. Ao perceber um determinado quadro advindo do mundo supra-físico, pare imediatamente aquela imagem em sua mente. Se for um quadro seqüencial, deve escolher o que mais impressionou. Pare a fita naquele exato ponto e inicie a expansão, principalmente da área de seu chacra frontal; cresça os ouvidos como duas grandes cornetas e deixe-os assim. Então, comece a olhar o quadro, abrindo totalmente o seu chacra frontal e, com os ouvidos, "ouça-o" cuidadosamente.